Tradução: Entrevista para o Canal+ (Maio de 1996)

Em 1996, ela fez um concerto caritativo privado transmitido pela tv para o Canal+, em função de ajudar as crianças da associação Rêves, do qual ela é madrinha. Foi uma mescla com algumas de suas canções e covers de suas músicas preferidas.
Entrevista cedida no estúdio de gravação do Canal+ em Paris, em maio de 1996.

 

Então você está de volta ao estúdio para seu próximo show no Canal+. Quais são seus pensamentos, seus sentimentos?
Música é mágica, ela evoca muitos sentimentos diferentes. Mas não é só uma questão de estar amando sua própria voz. Na realidade, particularmente não gosto de minha voz, mas eu tenho grande prazer em cantar. E as emoções andam lado a lado com o seu desenvolvimento pessoal. Você cresce e se sente, talvez, mais confortável consigo mesmo. Agora eu posso apreciar a alegria de me apresentar e isto é uma experiência maravilhosamente liberante. Então agora, em vez de ir na ponta dos dedos, eu posso me abrir completamente. É somente o medo do palco que me assusta um pouco.
Qual será a atmosfera deste show?
Primeiramente é um mix, um show e um programa de TV ao mesmo tempo. É, além disso, uma experiência completamente profunda, íntima, porque eu estarei na frente de 300 pessoas antes que 10.000. Embora, é claro, eu espero estar sendo assistida por muitas outras através da televisão… No palco não haverá backing vocais, nem orquestra… Só eu mesma e cinco músicos. Sem efeitos especiais, truques. Eu espero que seja sóbrio e simples.

 

Haverá algumas surpresas no repertório que você escolheu para apresentar neste show especial?
Haverá aproximadamente sete canções aproveitadas dos meus três albuns [“M & J”, com Etienne Roda-Gil e Franck Langolff, “Variations sur le même t’aime”, com Gainsbourg e Langolff e “Vanessa Paradis”, com Lenny Kravitz]. Quanto ao resto, há surpresas e algumas novas canções. Ou em qualquer caso, canções que eu não tinha gravado, que eu nunca cantei antes… Nós tentaremos criar um tipo de osmose entre as músicas, equilibrado, com alguns números mais tranquilos e outros mais alegres. Não é apenas uma colcha de retalhos feito ao acaso de rock, soul, balada, funk… É mais para uma atmosfera de pop-rock.

 

*Capturas do show feitas por mim, tiradas do Anthologie.
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