Tradução: Sky, EUA (Agosto de 1991)

Lolita ’91

Quando ela tinha 14 anos e tinha um hit teen com “Joe le Taxi,” pessoas cuspiam nela nas ruas. Agora Vanessa Paradis tem 18 anos e está destinada a ser uma das caras dos anos 90. Ela se transformou de pop star fofa e imatura para enfant du rock com total status, cortesia do guru de vídeos Jean-Baptiste Mondino, e está atualmente estrelando um comercial de TV pare Chanel dirigido pelo estilo supremo Jean-Paul Goude. E seu 1º filme Boda Branca, acabado de ser lançado aqui, deu à ela um Cesar, o equivalente francês ao Oscar. Tom Hibbert a encontrou em Paris.

Pegando uma mecha em sua mão delicada, Vanessa Paradis toca e dá punhaladas nos cubos de gelo em seu copo com uma água chique de um spa. E ela suspira. “É tããão difícil,” ela diz. “Sempre eu não posso usar inglês direito e eu espero que não pareça estúpida em minhas explicações.” Extraordinariamente tímida é Mademoiselle Paradis, mas quando ela perde o controle de seu inglês de estudante, o que é frequente, ela fica brava consigo mesma então ela esmurra seus cubos de gelo, suspira e, entre os que vão ser espaços nos seus dentes, vaia dois palavrões, “Merde” e “sheeet”.

Possivelmente você se lembra de Vanessa Paradis, a celebridade francesa com a cara de um anjo de rua. Quatro anos atrás ela era frequentemente vista na TV gingando, em um estilo tímido, do lado de um táxi enquanto cantava as palavras de seu Euro-hit “Joe le Taxi” em um vídeo. O tipo de pais desgraçados que uma vez cobiçaram as Pan’s People no Top of the Pops, e estremeciam sempre que a câmera mostrava cochas ou Babs mandava um de seus “beijos,” agora se escravizam pela Vanessa. Cuidado, pai! – Vanessa era uma menor. Ela tinha 14 anos.

Hoje, como ela senta em um suéter cinza, jeans azul, e óculos de sol, em um bar caro de um hotel de Paris caro, ela virou uma MULHER. Dezoito – apesar da carinha de bebê não estar muito alterada. Ela ganhou um César por “Melhor Revelação Feminina” em seu 1º filme, Noce Blanche (Boda Branca).

No começo o público francês não ligava muito para Vanessa Paradis. Eles gritavam coisas terríveis como “vadia” e “puta” se eles a vissem nas ruas. “Eu não posso explicar isso,” diz Vanessa, parecendo triste. “Foi um mélange de ciúmes e reações normais. Quando você vê uma menina que tem 14 anos que tem sucesso e dinheiro com uma vida linda, às vezes você fica com ciúmes eu não sei porquê.”

Ela se apresentou no festival de música francês MIDEM, e a audiência vaiou e não foram geralmente gentis. Foi “horrível,” diz Vanessa parecendo ainda mais triste. “Merde…foi uma merda. A pessoas, elas começaram a me odiar e dizer coisas coisas ruins para mim. Eles estavam entediados com ‘Joe le Taxi’ e eles não me entendiam – eu estava entediada com ‘Joe le Taxi’ também.”
Os franceses nunca levaram a música pop muito à sério. Eles tem Jean Michel Jarre e eles tem o chamado Elvis Francês – Johnny Halliday – e eles tiveram uma vez Edith Piaf, e er, foi isso.

Os franceses consideram os filmes como um tipo de alta ARTE. Então uma vez que Vanessa apareceu em Boda Branca como Mathilde – estudante, ex-prostituta, ex-viciada em drogas, com imperfeições mas bonitas etc. etc. – a jovem artista se tornou aceitável, uma ESTRELA.

Apesar de Boda Branca ser, para ser inteiramente franco. O que acontece é que Mathilde, a garota mais “raposa” da classe, é dada para falar sobre Freud e escrever coisas do tipo, “Quando x fica entre ½ e infinito, f é positivo, então f de x é menos do que ¾ para infinito” na lousa, e isso impressiona seu professor (Bruno Cremer), que é velho o bastante para ser seu pai, tanto que ele a encoraja todas as suas roupas a caírem em intervalos regulares e…

Bem, os franceses simplesmente adoram esse tipo de coisa, não é? Maio/Dezembro romance…eles praticamente inventaram isso. Então Vanessa Paradis, a 1ª e futura cantora pop, é agora considerada uma atriz própria e eles a estão comparando com Françoise Dorleac, Catherine Deneuve, Brigitte Bardot….

Vanessa Paradis acende outro de seus cigarros com baixo teor de alcatrão e pondera a comparação com Bardot. Brigitte Bardot, nascida com o nome de Camille Javal em 1933, caracterizada por ter beleza física, fez filmes como Doctor at Sea (1955), e Et Dieu Créa la Femme (1956)… Para quem o termo “garota com sex appeal” foi inventado.

“Merde,” diz Vanessa gentilmente. “Eu não gosto disso. Toda a vez que alguém ganha sucesso você tem que dizer, ‘Ela é a nova la-la-la ou ele é o novo la-la-la.’ Merda, é tão estúpido. Eu gosto de Brigitte Bardot, ela é uma das garotas mais bonitas do mundo, mas ela não é meu modelo. Eu não tenho modelo. Eu sou simplesmente eu”. “Se eu tenho que ter modelos, eu suponho que eles vão ser Marilyn Monroe e James Dean. É difícil conhecer Marilyn Monroe e James Dean.” Realmente é. Eles estão mortos.

Mas essas pessoas me mantem sonhando. Marilyn Monroe. James Dean. Robert DeNiro. Meu maior sonho é estar em Woodstock e ver Jimi Hendrix. Mas isso é impossível.” Realmente é, Hendrix e Woodstock estão mortos…

“Foi meu 1º filme, Boda Branca. Eu era muito, como se diz? – merde – eu era inocente. Eu tinha que provar que não sou só a garotinha que canta ‘Joe le Taxi’ e faz as fotos de garotinhas nas revistas. Mas ha ha, foi tão difícil ficar nua na frente de 30 pessoas no filme e pensar que várias pessoas vão me ver pelada no cinema. Mas eu fiz e sabia que não quero fazer de novo.”
Paradis recebeu incontáveis ofertas de papéis desde Boda Branca. Todas elas um lixo, naturalmente. Homens com um script tipo Boda Branca 2 esperando por mais nudez e dinheiro fácil. Vanessa Paradis está crescendo. Ela simplesmente diz NÃO.

“Quando eu era nova, eu sonhava o tempo todo com esse mundo da música pop e dos filmes e pensava que era um mundo maravilhoso, mas não é. Eu conheço muitas pessoa ‘orríveis nesses mundos. Tem homem ‘orríveis que querem que minhas camisas saiam, tem homens velhos em casa olhando para meu o rosto de criança e – somo se diz – fantasiam coisas ‘orríveis de mim. Eu odeio pensar sonbre tudo isso. Mas eu cresci. Eu cresci em 16 horas. Primeiramente, com ‘Joe le Taxi,’ você viu uma garotinha de 14 anos com uma cara de bebê, mas agora você me vê como uma MULHER. Ela tem 18 anos. Isso é mais fácil de aceitar…” Vanessa Paradis, filha de um então pintor de casas cuja carreira foi para decorador de interiores quando a mamãe começou a fazer as contas (maman é a que faz um estardalhaço com o pirulito de Vanessa, também), lembra de seus tempo de estudante. Uma vez que a menina virou famosa, escola era um INFERNO…

“Era um INFERNO!” Com um cotovelada definida ela destrói um cubo de gelo. “INFERNO! Horrível. Foi ruim. Não era a vida que queria. Eu tinha que pegar um trem para escola e o trem estava cheio de gente às 8 da manhã, 100 e 5 mil pessoas que eu não sei se estão me amando ou odiando, mas parece que estão me odiando e eu me sinto tão sozinha. Todo o mundo está me odiando. Daí eu vou para escola e sempre estou tentando explicar para os professores, sim eu sou famosa mas eu sou normal, então os professores não tem que ser muito piores ou gentis comigo. Eles tem de ser normais, me tratar como todos os outros. Mas ela não fazem isso. Eles são piores comigo. Eles são horríveis. Eles sempre gritam. Eu sempre choro…”

É tão triste. Eu mal posso suportar…E está para ficar pior. Vanessa quer me contar, enquanto ela lança o gelo e sussurra “merde” e “merda” por entre aquelas ótimas falhas em seus dentes, que ela quer fazer algo em nome disso, nosso planeta medonho, em dificuldade. Brigitte Bardot é muito legal para selos de bebê e fica horrendamente contrariada com pessoas em casacos de pele. Qual será o presente de Vanessa para nossa felicidade e sobrevivência futura?

“Tem muitas coisas, tantas coisas, que me preocupam. Quando eu vejo uma criança que não tem nada para comer, e me sinto tão triste. Mas é difícil porque todos querem que eu me involva com uma causa muito grande, mas se você ajudar todos que não podem ser – merde – críveis! Você tem que estar preocupada eom uma coisa e nesse momento eu não consigo achar só uma. Então eu tento simplesmente ter prazer com meu trabalho e fazer pessoas sonharem, mesmo que minhas cartas de fãs incluam muitas cartas falando coisas horríveis, tipo, eu escrevo para você porque te odeio. Isso não é muito legal. Tudo que quero é fazer as pessoas sonhar…”

Isso é muito para pedir?
No seu último CD, Vanessa Paradis foi “produzida” por Serge Gainsbourg. Possivelmente você lembra de Serge Gainsbourg. Ele foi o cara que resmungou enquanto a mulher Jane Birkin fez todo o trabalho pesado com o Euro-hit banido do ano passado, “Je T’Aime… Moi Non Plus.” Ele foi gravar um segmento de perversão com a filha Charlotte, entitulado “Lemon Incest.” Aí ele foi em um programa de TV com Whitney Houston e declarou, bêbado, que queria transar com ela (Whitney). Daí ele produziu o CD da Vanessa, que contem uma versão da música “Walk on the Wild Side”, de Lou Reed, porque Paradis sente uma certa empatia por Lou Reed e o Velvet Underground por alguma razão desconhecida…Serge era, segundo a Vanessa (agora em seu décimo oitavo cigarro), um “homem ternura. Merde, eu faço sentido?”

Vanessa vai fazer mais álbuns pop quando, e se, achar o produtor certo; mais filmes se a quando achar o certo script sem ter que tirar as roupas aparecer. Dinheiro não é um problema. Ela está sendo modelo da Chanel – para o perfume Coco Chanel.
“Eu estou tão feliz agora,” ela diz, enquanto lança o gelo que não derreteu e recorre a um cigarro e suspita e parece triste.“Tão feliz…”

Eu não acho que está feliz… “Eu sou uma pessoa muito normal. Eu ando moto com meu amigos, como todo o mundo. A vida para mim é muita estranha. Só tem uma coisa que eu te peço: por favor – merde – por favor não me odeie…”
Odiar Vanessa Paradis era a última coisa na minha cabeça. Ela mostrou os dentes com todas aquelas separações de criança e foi embora, abençoe ela.

 

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