Tradução: Toronto Star, Canadá (1989)

“O que acontece comigo é que eu não sou uma cantora e nem uma atriz. Eu canto, mas eu não sei  cantar. Eu atuo, mas não sei atuar. O que fiz até agora foi por puro instinto.”

Estrela Mirim Francesa Floresce

A estrela pop Vanessa Paradis foi algo como uma piada nacional na França. Quando ela apareceu em cena aos 14 anos, a mídia a caracterizou ridicularizadamente como uma pequena Lolita ou a rainha ninfeta do pop-rock.

Quanto à voz de bebê, incessantemente fazendo hits como “Joe le taxi”, “Marilyn and John” (sobre o affair entre a atriz e o presidente americano) e “Coupe-Coupe”, era demais para os refinados ouvidos franceses.

Se a grande Edith Piaf era afeccionalmente conhecida como “a pequena pardal”, Paradis nada mais era do que um “macaquinho treinado” e isso iria esperançosamente ir embora um dia e crescer.

Eles não tinham contado com Boda Branca, o o novo trágico filme de Jean-Claude Brisseau estrelando Paradis com 17 anos como Mathilde, uma jovem garota fantasiosa que se apaixona desesperadamente pelo seu professor de colegial casado e com 50 anos.

A estréia na telona

Desde que estreou na França à duas semanas, Boda Branca já chegou ao nº2 da bilheteria só perdendo para Indiana Jones e a Última Cruzada.

Quanto à rabugenta mídia francesa, eles deram uma pirueta de 360º e estão comparando agora a estréia no cinema de parar o coração de Vanessa com a da deusa Isabelle Adjani 13 anos atrás.

“Eu não esperava isso mesmo,” Paradis admitiu em uma entrevista em Montreal.

“Tinha jornalistas que no passado escreviam coisas muito maldosas sobre mim e agora eles estão dizendo: ‘Ela pode fazer tudo. Ela é uma verdadeira estrela!’

“Eu queria olhá-los nos olhos e socá-los no nariz.”

“Mas, por outro lado,” ela oferece em sua voz de menina, “eu tenho a impressão, eu ganhei, certo?”

A vencedora está vestindo uma camiseta cinza da Harley-Davidson e botas frouxas pretas de cowboy. Ela fuma bastante para uma adolescente em crescimento.

No entanto o efeito ainda é o de incrível fragilidade feminina em seus traços ossudos e corpo ultra magro – ela tem 1.65m e pesa 43 kg.

“Mesmo eu sendo só uma coisinha com uma vozinha, na minha cabeça eu me vejo muito maior e mais forte.” Ela adiciona com uma voz pausada: “Eu já passei pela experiência de coisas muito dolorosas que, bem, alargaram meu ombro*.”

Coisas como ser vaiada quando ela ganhou o concurso de canção Midem aos 14 anos com “Joe le taxi”. O CD, no entanto, saiu e vendeu 2 milhões de cópias e hoje em dia Paradis emprega cinco pessoas para cuidar de sua carreira.

“Antes desse filme eu tinha uma imagem muito ruim na França,” continua a popstar que uma vez retrucou asperamente à um jornalista Francês que comentou sobre sua surpreendente inteligência:

“Olha, eu sei que não sou Einstein, mas não sou a rainha dos imbecis também!”

Ofereceram à ela papéis fracos, mas ela estava esperando por aquele que iria, de uma vez por todas, pulverizar a imagem dela de garota estúpida e pré-fabricada. Mas a reputação dela estava tão espalhada que até Brisseau estava preparado para não gostar dela.

Quinze dias antes de começar a filmar o filme, o diretor percebeu que a atriz que ele tinha escalado não ia dar certo. Ele estava desesperado.

Por sorte, sua mulher viu Paradis dançando em um show na TV e gravou para o marido. “Você pode enganar em várias coisas,” diz o severo Brisseau de 45 anos, ele próprio um professor**, “mas não na dança. Isto precisa de disciplina. Então eu pensei, ‘Tudo bem, ela pode aprender.’”

De fato, Paradis, que vem de uma família de classe média, dá o crédito às aulas de ballet que começou com quatro anos com sua enorme disciplina consigo mesma.

“O trabalho não me assusta. Meu enfoque é que quando você começa algo, você vai até o fim, mesmo se às vezes não seja agradável”

E uma pessoa justa os fatos de que Paradia e Brisseau discutiram algumas vezes no set de Boda Branca. Uma vez ela ganhou, que foi para cortar as cenas de nudez, mas ela defende as que ficaram.

“É verdade que algumas pessoas podem ficar chocadas que eu estou pelada, porque afinal de contas, é meu primeiro filme. Eu podia ter recusado. Mas é uma papel tão maravilhoso que essas concessões a pessoa tem que fazer.”

“Além disso,” ela adiciona dando de ombros, “eu não que é tão sério.”

Ao natural

Se Paradis tem uma medo é o de os fãs dela poderem a achar feia. Debilitada e pálida, com círculos embaixo dos olhos, a misteriosa Mathilde Tessier tem um jeito de confrontar o objeto de ser desejo (o professor de colegial Bruno Cremer) e a câmera é estranhamente alarmante na franqueza. É o tipo de estréia que uma pessoa confia na velha frase “a natural”. Paradis oferece um explicação mais pé-no-chão.

“O que acontece comigo é que eu não sou uma cantora e nem uma atriz. Eu canto, mas eu não sei cantar. Eu atuo, mas não sei atuar. O quê fiz até agora foi por puro instinto.”

Então sim, ela pretende estudar atuação, porque ela está definitivamente dentro para uma longa jornada.

 

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