Tradução: Elle França (Março de 2004)

MAIS PERTO DO PARAÍSO

Em 1991 ela balançou em um trapézio como um pássaro, borrifava o perfume Chanel Coco, dirigida por Jean-Paul Goude, Vanessa tinha 18 anos, e ela não sabia o poder que esta campanha teria em sua vida. Hoje, ela está de volta a casa na rua Cambon, em uma nova campanha de uma nova linha de bolsas desenhadas por Karl Lagerfeld. Treze anos já se passaram desde a primeira campanha. Tomando um cappuchino em um místico hotel em Hollywood (Chateau Marmont) onde costuma dar entrevistas, a “ex-Lolita escolar” ainda tem o ar de estudante colegial, ou melhor, de uma “flor de menina” que se reuniu no Campus de Berkley durante o verão de 69. Entre seus dedos, um cigarro enrolado em um papel marrom. Por de baixo de um gasto casaco de veludo, ela usa um macacão florido, um grande cachecol indiano, uma camiseta velha, um jeans rasgado e perfume. A eterna “menina mulher” virou hippie?

Vanessa Paradis é a mesma, entretanto, tudo mudou. “Eu estou mais madura e inteligente” ela diz, com sua voz forte, um pouco irritada, confessa: “discreta também”. Feliz, sem nenhuma dúvida. Entratanto como todos sabem a jovem estrela mudou sue jeito quando ela encontrou a razão de sua vida, o ator de braços tatuados Johnny Depp. A bela e o bad boy (a imprensa americana adora escrever que ela amansou ele) agora tem dois filhos, Lily-Rose e Jack e vive uma vida bohemia ultra-chique entre a França e os EUA “Nós não queremos que nossos filhos sejam educados pela babá, mas nós precisamos trabalhar, então os levamos para todos os lugares” ela explica, “Nós viajamos com enormes quantidades de bagagens para que eles tenham o mesmo visual e senso de referência em qualquer lugar que nós vamos: o berço do Jack, seus cobertores, seus brinquedos, tudo… em cada viagem são pelo menos 30 malas.”

Entre a filmagem de dois filmes, os Depp-Paradis mudaram-se para sua casa no Sul da França, “Lá nós temos uma boa vida chata” ela diz ironicamente “Nós vamos ao mercado, cozinhamos, comemos e ficamos com nossos filhos”, para Los Angeles onde a pequena família passa a maior parte do tempo. Depois de anos fugindo de Hollywood, Depp de repente é “o maior cara do estúdios” depois de sua grande interpretação como o Pirata Jack Sparrow em ‘Piratas do Caribe’ . O filme arrecadou 621 milhões de dólares por todo mundo, um recorde para a Disney, e deu a Depp uma indicação ao Oscar. Vanessa não se lamenta em passar a maior parte do tempo em LA, “Em LA eu me sinto extremamente protegida. É uma grande cidade, mas eu não sou vista do mesmo jeito como em Paris porque poucas pessoas viram meus filmes aqui. Minha identidade aqui é apenas de mãe. Minha rotina é entre aulas de dança, aula de artes, visitas a médicos, parques, amigos. Uma espécie de vida dentro de um bolha, focada na minha família” desde o sucesso de Piratas entretanto, “A imprensa e as pessoas ficaram muito animadas. O que torna a vida difícil, não tão difícil como se eu trabalhasse no McDonalds, claro, mas mais difícil que antes”

Mas e sobre sua carreira? Depois do nascimento de seus filhos “Eu trabalho em duas elipses”, ela diz, “Eu não sou uma máquina de fazer música. Agora eu escrevo para mim mesma, bem devagar” e quanto a filmes, ela em breve começara a ser dirigida pelo escritor do ‘La fille sur le pont’ Serge Frydman, mas ela não fará nenhuma tentativa para trabalhar nos EUA “Eu não tenho nenhuma ambição internacional, eu não estou procurando um agente de Hollywood. Eu sou muito feliz com o que eu tenho, é suficiente para me satisfazer” Parece que nada a preocupa desde que encontrou sua felicidade familiar. Olhando para trás, 2003 foi um dos melhores anos para Vanessa “Nunca tive tantas propostas para campanhas publicitárias, eu acho que é porque eu tenho 30 anos agora, minha imagem de mãe e claro meu namorado que é tão talentoso.“. Ela disse sim para Chanel porque segundo ela é uma marca mística. Ela será a cara da campanha da linha Cambon, uma nova coleção de bolsas inspiradas no mais famoso lançamento de Mademoiselle Chanel em 1955 “Eu estou me vendendo, claro, mas fazer essa campanha não é quebrar o compromisso que tenho comigo mesma” ela diz “Chanel para mim é totalmente feminina. Eu amo as jaquetas, elas vestem super bem.”

Vanessa tem uma característica francesa: quanto menos nós a vemos, menos podemos ficar sem ela. Mas poderemos ficar sem ela? Ela balançou em um trapézio, dois álbuns e alguns filmes depois resumem seus trabalhos. Ela trabalhou duro e hoje os benefícios do sol da Califórnia, de seus filhos, e seus pequenos prazeres: “beber um Starbuck, ouvir Marwin Gaye e Tom Waits, comer chocolate, assistir ‘Procurando Nemo’ uma vez por semana e a noite dormir no meu velho mocassim” . Uma boa idéia de Paraíso.

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