Tradução: Marie Claire, França (10/08/2007)

MC: Se eu digo: Liceu Pablo-Picasso, Fontenay-sous-Bois
VP: Respondo: um pesadelo. Era horrível. Havia apenas duas pessoas simpáticas comigo.

MC: Em um ano, após você, fui ao Liceu e vi os insultos gravados sobre as mesas e os muros, e sobretudo, senti os insultos, porque de costas me confundiram com você, me arrancaram cabelos e me tratavam como “puta”, mas quando as meninas viram que eu não era Vanessa Paradis, se desculparam. 
VP: Eu sinto muito por você, mas estou bem contente de encontrar pelo menos um que creia em mim. Comigo, era desse jeito todos os dias, durante três anos. É absolutamente desmedido odiar alguém só porque canta uma canção. Não gostaria de reviver aquilo, mas há algo bom nessa situação, isso tudo me fez a pessoa que sou hoje.

MC: Teve o choque?
VP: Ao meu redor era equilibrado, era cercada de muito amor de meus pais. A contra ponto dessa angustia diária, ia cantar em Roma, Nova Iorque, Londres. E as idiotas que não tinham nada de melhor para fazer, derramavam seu ódio em cima de mim, mas isso não fazia peso, era, talvez, um preço a se pagar.

MC: Etienne Roda-Gil disse que você era uma que combate.
VP: Suponho. Aquilo pode ser presumido de afirmar mas se escolher um campo, sou antes uma combatente que vítima.

MC: E hoje, você se sente perseguida?
VP: Sim, claro. Ponho sempre a culpa nos paparazzi – eu não os respeito de forma alguma – mas há também os olhares dos outros. Ao mesmo tempo, não se pode querer vir a público e dizer: ‘Eu não quero que me observem quando faço minhas corridas’. (risos) E certamente um hábito a se tomar. Isso depende de seu caráter também. Isso não me torna extremamente sociável, mas não tenho também o desejo de viver discutindo com os outros.

MC: É um reflexo, se proteger?
VP: Sim. Devo muito a este período da adolescência, da qual falei muito há pouco.

MC: Vocês moram onde?
VP: Tenho duas casas: uma em Los Angeles e uma outra no sul da França. Minhas crianças são francesas e americanas.

MC: E você, se sente um pouco americana?
VP: Não, que horror. (risos) Sinto-me muito francesa.

MC: Você compartilha facilmente a sua vida em duas casas?
VP: Quando as crianças eram pequenas, era mais fácil, agora é complicado. A escola se faz não se importa onde, mas é difícil para a vida social.

MC: Você disse que Johnny Depp, o homem da sua vida, é também um amigo. Para muitos, isso significa que é algo do qual se satisfaz.
VP: Que permanece mais do que apenas aquilo! (risos) mas não se tornou um amigo, a nossa história começou como aquilo. E se aquilo não é a partida, há uma preocupação. Quando um amigo é também o seu amante, é com quem se compartilha, se discute e não que… Vejo aquilo muito mais perigoso quando há apenas a paixão, o lado físico. Não creio que possa passar décadas com uma pessoa sem gostar dela como um amigo.

MC: Mas hoje em dia, as histórias duram pouco, e quando é o caso, suspeita-se de ser plano a plano.
VP: Meu, é que tenho desejo de viver. Outras pessoas têm necessidade de vibrar a 300 km/h. Interrogo-me sempre: ‘ O que é que permanecerá de mim quando tiver 80 anos?’ É o profundo (intímo) que permanecerá.

MC: Você se vê passando sua vida inteira com ele?
VP: (silêncio). Sim, bem gostaria. (ela sorri)

MC: Porque vocês nunca se casaram?
VP: Tenho medo que aquilo faça forçar! Não sou contra o casamento, pelo contrário: levar o mesmo nome, acho isso muito bonito. Isso faria orgulho à minha mãe, além disso! (risos) Mas vi tanto casais se casarem – freqüentemente em sinal de confirmação – e seguidamente separar-se muito rapidamente. Pode – ser que daqui à vinte – cinco anos, terei menos medo e me casarei.

MC: Você tem muitos amigos?
VP: Um pouco

MC: Faz jantares de mulheres?
VP: Gosto bem. Ao passar a ser mãe, veio vindo com a idade. Quando se tem uma vida de família e que se tem a sua casa pensa-se raramente nisso… Do nada, tem-se esta necessidade e de fazer idiotices, de falar durante horas, com uma taça de vinho na mão. Ainda que não se tenha desejo de sair, é como dinamite. Quando se vai a uma festa – não vou freqüentemente -, aquilo pode ser super ou nulo, mas estas noites entre mulheres, com as nossas verdadeiras amigas, sempre são tidas com êxito, porque com elas, é visceral.

MC: Quando não se é obrigado a trabalhar – o que é o seu caso – não se torna chato trabalhar?
VP: Tenho umas grandes preguiças. A prova é que depois de vinte anos que faço este ofício, deveria ser uma excelente tocadora de guitarra ou piano. Mal sei tocar, sei exatamente o que é necessário para escrever uma canção. Levo meses para encontras os acordes. (risos) Mas quando digo ‘preguiçosa ‘, não é não somente sinônimo de sofá e telecomando. É fazer algo fácil, que pede poucos esforços.

MC: Quando você não está trabalhando faz o que?
VP: Não quero sobretudo estragar o meu papel de mãe – é que prefiro -, mas ocupo-me das minhas crianças. As minhas responsabilidades no meu trabalho passam depois. Tenho beleza – golpe trabalhado desde vinte anos, com sucesso, por conseguinte eu após. Mas não é o dever que me faz agir assim – não levarei atrasado o chapéu às minhas crianças -, eu escolhi isso. Tenho a sensação de que vivo hoje com eles, não posso também abandonar meu ofício, porque o gosto muito.

MC: Por que você cochicha?
VP: Porque é prova de que falo qualquer coisa com você. Se você também não fosse mãe, ou se não tivéssemos tantas semelhanças, não contaria o que acabei de dizer. Mas ao mesmo tempo fico tensa, e presto atenção ao que falo, pois falo de minha vida, e sei muito bem que é a todos que eu vou contar. Fico preocupada em falar aquilo…. Qual a idades das suas crianças?

MC: 4 e quase 2 anos.
VP: Você verá que a beleza é cada vez mais forte, e mais dolorosa também. Falo moderadamente, mas não direi o resto. É muito animal.

MC: Você tem medo do que você fala?
VP: Não é simplesmente ter medo de dizer a uma revista, teria medo também de dizer a parentes. Não tenho desejo que ler qualquer coisa que se passa no meu cérebro.

MC: Para falar de seu novo álbum, qual é a melhor lembrança de sua realização?
VP: (ela reflete) Aquilo foram as melhores lembranças. Era ideal. Deixava o meu papel de mãe em Los Angeles, vinha a Paris sozinha. Já no avião, tinha doze horas muito solitárias, era enorme!

MC: Era uma outra viagem…
VP: Preste atenção como você vai escrever, se não vão dizer: “É horrível ser mãe. A pobre. Escapa com um golpe e é waouh! “(não sei o que é essa palavra) (risos) É verdade que fazia o disco com amigos, cantava, tocava. Seguidamente voltava para Los Angeles durante dois meses. Sentia muita falta. Jamais faria o disco se não fosse nessas condições.

MC: Era sua vontade não ficar muito tempo longe de sua família?
VP: Ah isso não sei fazer. Quinze dias é o meu grande máximo. E depois foi a primeira vez, e minha filha já tem 8 anos.

MC: Qual é a sua última compra? Isso vai interessar as nossas leitoras…
VP: (risos) esta bolsa (em couro vermelho com motivos Art noveau). Comprei-a em Londres, em Liberty. Adoro comprar.

MC: Você faz freqüentemente?
VP: Não. Mais hoje em dia não somos muito distantes do Bom Marché. Em geral para as crianças. Tenho a possibilidade, sou de um modelo pequeno, chego as vazes a encontrar roupas para meninas de 16 anos, aí corto a etiqueta onde diz a idade, mas isso só acontece ‘as vezes’. (risos)

MC: Você chega a se atrair por outros homens?
VP: (silêncio) Não (ela dá um largo sorriso) Você sabe? Penso que você não deveria me fazer essa questão.

MC: Quem é Vanessa Paradis?
VP: Não sou de forma alguma boa para este tipo de resposta… É necessário enrolar, fazer piruetas. Não, é pesaroso. Talvez se vocês, me compreenderem, vocês poderão me dizer quem sou.

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