Vanessa Paradis é capa da Elle francesa dessa semana

Como todos já esperavam, eis que surge a nouvelle couv française com a Vanessa, pois Cornouaille estreia na próxima semana. Edição do dia 10 de Agosto, a Elle traz como título “Ela confidencia: Vanessa Paradis, uma mulher livre”.

E a propósito, com essa, Vanessa chega a marca de 43 capas mundiais da Elle (a repórter do documentário La Vraie Histoire de Vanessa Paradis disse que ela é a francesa que tem o recorde de capas, juntamente com Sophie Marceau). Viva Van!

Vanessa Paradis, “Amar, é duvidar”.
O cinema que faz seus olhos, seus filhos crescendo, sua nova vida de mulher livre, suas dúvidas e seus desejos, em breve nos 40 anos… confissão de uma das crianças mais lindas do século.
Em “Cornouaille”, você é uma mulher que muda de vida. Ela é dobrada por ela mesma, e de repente, se abre para os outros.
É isso que me fascinava nela e fez eco, eu penso, em cada um de nós… todos precisamos dessa autoproteção… temos que aprender a fazer com as boas e más coisas. Essa mulher está barricada no interior, ela teve que se mostrar muito forte para se proteger, e quase frígida, e depois a vida mostra que ela deve abandonar esse combate, que ela mentiu para chocar e se abrir aos outros. O que eu gostei é que ela se encontra sem se procurar, vivendo sua vida simplesmente!

Você também, você está se lançando muito mais no cinema, você se abre mais?
É mais ainda porque jamais me ofereceram propostas tão interessantes. Desde “Como Arrasar um Coração”, eu sou como o inconsciente das pessoas. Eu encadeei os filmes e me sinto agora finalmente uma legítima atriz. Talvez seja também uma questão de idade… agora a paleta dos papeis que me propõem são mais ricas. Eu venho, por exemplo, gravando com Sandrine Bonnaire, um filme em um convento! Com Anne Le Ny eu estava contente porque tinha que dar tudo de si, ela disseca tudo, eu devia mergulhar no trabalho. Ouro, depois de uma pausa de anos, eu tinha medo de ter perdido esse “se deixar ir” tão necessário para atuar. Mas depois, é como um salto de paraquedas, não pensamos mais. Eu amo me jogar.

Como nos jogamos em um novo amor?
Amar, é outra coisa, são medos, dúvidas.

Qual é sua vida hoje?
Eu sempre me divido entre os EUA e França. Eu tenho um apartamento em Paris, mas meus filhos vão à escola em LA, e depois, nós vamos com frequência para o sul da França, eu me procuro. Meus filhos são grandes agora (Jack 10, Lily-Rose 13), eles são mais independentes.

Tua filha terá em breve a idade que você tinha quando lançou “Joe Le Taxi”… você não diz que era muito jovem?
Minha filha adora cantar, mais que outras coisas! Jack, ele é guitarrista, eu posso te dizer que, se eles se lançarem nessa carreira, será uma boa coisa pra música! Mas… eu digo ainda mais que eu tenho mais admiração pela coragem dos meus pais. Eu não tive medo. Eu conheci Etienne Roda-Gil com 12 anos, estava fascinada pelo ambiente dos estúdios, o console, todos seus botões… eu não realizava. Isso não foi fácil pra minha mãe e pai. Eles não estavam frouxos, você sabe, eu acredito que não conheço um quarto das angústias que eles sofreram. Do meu lado, mesmo se não tenha me arrependido do que fiz, eu preferiria que minha filha levasse tempo para aprender, e, sobretudo, de viver sua infância.

”Cornouaille”, que ocorre na Bretanha, como “Elisa em sua honra”, trouxe lembranças pra você?
“Elisa” é uma lembrança maravilhosa… eu adoro olhar pra trás e me lembrar todas as coisas belas que eu vivi. E eu penso sempre nas pessoas que não estão mais. Em Serge Gainsbourg, por exemplo, que me fez crescer artisticamente. Eu nos revejo em estúdio… era algo muito intenso, extremo, e portanto de uma grande delicadeza. Ele poderia ser tão luminoso, e de repente, muito escuro.

Johnny Depp tem um pouco disso?
Seria muito pessoal te dizer sim, mas eu acho que, se estivessem se encontrado, poderiam ser os melhores amigos do mundo. Mas eu não quero falar sobre ele… quem disse que os artistas devem vender a sua alma, revelar tudo sobre si? É o meu dever de promover este filme, e os meus álbuns, mas imagina ver pessoas fazendo um negócio com a sua dor! O que aconteceu conosco importa só para nós.

Mas você compreende que isso parte de um sentimento de benevolência que você segue desde seus 15 anos?
Sim, claro, e eu jamais ficarei blasé, é sempre uma agradável surpresa ver até que ponto as pessoas são gentis comigo. Crescemos juntos, eu sou como uma prima distante deles, é emocionante.

Eles te conhecem há muito tempo, e portanto, como disse Anne Le Ny, você jamais se abre verdadeiramente.
Eu sei que dizem isso sobre mim, mas eu não me sinto absolutamente misteriosa! Ao contrário, se você quer saber, eu tenho os pés no chão! É muito, isso me fatiga ser tão terrena assim.

Em dezembro, você fará 40 anos, isso te choca?
Isso é só um número. Como muitas pessoas, eu me sinto muito mais feliz de que com 20 anos. Eu tive altos e baixos, dúvidas e certezas, mas eu não tenho medo de chegar aos meus 80 anos! Eu estou no presente, eu não tenho a receita da felicidade, mas o motor, eu acredito, é simplesmente ter vontade. Não é se sentir obrigado, forçado ou ficar se repetindo. Por exemplo, eu detesto quando dizem: “um casal, isso se trabalha”, não, tem que ter vontade de estar lá. E eu, eu tenho vontade de estar onde eu estou nesse momento.

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