Entrevista para a revista “Têtu”

Vanessa deu uma entrevista para a edição de junho da revista gay francesa Têtu. Eu ia traduzir apenas algumas partes, mas achei a entrevista interessante e até contraditória em algumas partes, então confira na íntegra a tradução e os scans abaixo.

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Como você decidiu fazer este álbum com Benjamin Biolay?
Nós nos encontramos várias vezes, e cada vez, Benjamin me disse: “Seria ótimo trabalharmos juntos…”. Eu respondi: “Eu adoraria isso!”. Demorou algum tempo, e há um ano atrás, eu recebi “um bando de oito canções” em mp3. Eu estava em casa, em Los Angeles, e de repente, eu estava em Paris: isso me angustiou. Todas as faixas eram absolutamentes belas. Naquele “monte”, já havia canções como Prends garde à moi ou La Chanson des vieux coins, essas são pérolas raras! Ele veio em boa hora, porque eu já tinha várias canções de outros autores, e canções escritas por mim, mas não o suficiente para fazer um álbum.

Era o tipo de música que você queria?
Eu não sabia o que eu queria! (Risos) Por anos, eu realmente queria produzir um álbum com apenas três instrumentos musicais: guitarra, baixo, bateria. Mas o problema vem de mim mesma: eu adoro os arranjos. E Benjamin é incrível por isso. Ele toca todos os instrumentos, é fabuloso. Na primeira semana, já gravamos 11 músicas! Eu percebi que ele entendia minha música muito bem. Isso me fez sentir à vontade, alguém que gosta bastante do jeito que você canta…

Mas nem sempre foi o caso?
Merda, não! (Risos).

Queremos nomes!
(Gargalhada) De jeito nenhum! Por outro lado, Franck Langolff, Étienne Roda-Gil, Serge Gainsbourg eram colaborações maravilhosas, com um profundo respeito. Mas eu era muito jovem naquela época, por isso, não tivemos as mesmas relações. Com Benjamin, temos a mesma idade, os mesmos gostos musicais, queremos as mesmas coisas em estúdio. O que eu gostava, ele também gostava.

Há um monte de “canções tristes” neste “Love Songs/Canções de Amor”…
Se contarmos, há mais músicas “alegres”! Mas canções tristes são sempre mais proeminentes. Elas nos ajudam a se sentir melhor quando há coisas difíceis na vida. Quando ouvimos uma canção angustiada, podemos dizer: “Ah ela se sente terrível também!”. E nos faz bem. Eu falo sobre mim no álbum, mas você nunca será capaz de saber quando. E nem eu, porque ele faz uma mistura com o que eu sinto no meu coração e as palavras dos outros. E, afinal, eu não me importo se eu não me lembro o que eu penso sobre o que eu estou cantando, é apenas uma fuga.

Le Rempart, escrita por Mathieu Boogaerts é uma canção maravilhosa de dizer adeus…
É muito linda. Mesmo que, ao contrário do que ele disse na TV, ele não escreveu esta música sobre minha separação. Eu achei muito vulgar da parte dele dizer isso. E é uma mentira, ele me enviou suas canções em março. É a primeira vez que eu não quero que os autores escrevam algo especial. Eu costumo dar-lhes alguns temas, idéias, desejos.

Você tem uma canção favorita no álbum?
Eu sinto uma ternura especial por Station Quatre-Septembre. Parece insignificante, mas tem um charme absoluto. E quando eu canto “Même au siècle prochain j’en parlerai encore, même au siècle prochain j’en pleurerai encore”, é óbvio que a música fala comigo. Mas eu também gosto de Mi Amor: estou muito orgulhosa de ter uma faixa escrita por Adrien Gallo (o cantor da banda BB Brunes). Esta é uma música poderosa e sexy, algo que eu posso gritar para o mundo inteiro!

Você tem uma relação muito especial com o público gay. As pessoas homossexuais vos escolheu muito cedo…
Eu me lembro da última vez que falei com a Têtu, o jornalista me perguntou: “Como você se sente quando você sabe que você é um ícone do público gay?” Eu não sabia o que responder. Eu não gosto de “caixas” (?). Eles machucam a todos. Eu entendi a pergunta, mas eu não quero responder. A diferença, isso faz toda a beleza deste mundo. Agora, eu tenho muito orgulho do amor que o público gay tem por mim, sim.

Em 2007, você já tinha se pronunciado sobre o casamento e adoção por homossexuais…
Porque parece óbvio para mim. Estou tão triste de ver o que acontece nas ruas, estas manifestações contra a lei, essa violência. Estou angustiado por este clima homofóbico… As pessoas estão ferindo uns aos outros por algo que parece tão óbvio, mas… é por isso que o mundo não gira. Nós somos o 14 º país que faz com que uma lei sobre o casamento para as pessoas homossexuais, isso não é uma coisa nova!

Você às vezes sente falta da França?
Terrivelmente… (Ela para, ela parece estar muito emocionada). Mas meus filhos estão muitos felizes lá (em Los Angeles).

Esta é a razão pela qual você mora em Los Angeles?
Essa é a única razão… no início, ele era muito legal ser protegida por um jet lag. Às 10 horas da manhã, ninguém do escritório de Paris pode telefonar para você. Havia uma liberdade, uma tranqüilidade que eu realmente gostei, no início… mas é uma outra cultura. Então, eu gosto de meu reencontro com Paris. Em Los Angeles, eu não vejo as estações mudando. Eu amo ser “cabeça para baixo” (?). Embora, quando chove por lá, é maravilhoso, todo mundo fica louco, as meninas com seus saltos altos caem, elas não sabem como andar mais! (Risos)

Mas você sabe muito bem que a imprensa vai lhe fazer perguntas sobre a sua vida particular…
E eu também sei que eu não vou responder a estas perguntas! O que eu quero, é falar com aqueles que estão interessado no meu álbum. Eu faço o meu trabalho, e você faz o seu. Você está aqui a fim de obter informações, por isso eu lhe dou, não me vendo. Mesmo quando eu tinha 14 anos, eu não estava lá para vender minha alma, está fora de questão!

Você acha que hoje, as estrelas falam muito sobre a sua privacidade?
Eu não julgo. As pessoas fazem como eles querem. Eu até acho que pode ser terapêutico para falar sobre a vida com alguém que está com outra perspectiva: podemos aprender coisas sobre nós mesmos. Então, eu não critico quem faz isso. Mas eu, acho que nunca chegaria à minha mente falar sobre a minha vida com um estranho. E entregar meu coração milhares de pessoas através de você… não. Definitivamente.

Tradução por: Aline

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5 comentários sobre “Entrevista para a revista “Têtu”

  1. Contraditória mesmo! Sinceramente, a Van que me perdoe mas eu acredito muito mais no Mathieu do que nela. Como fã, posso criticar as atitudes dela que não concordo, as vezes ela me parece meio infantil, não fala coisa com coisa, há anos noto isso nela. Chega a irritar as vezes! Chamar de mentiroso um colaborador do seu album que revelou com tanto carinho que fez as músicas baseadas na história pessoal dela e tentando pensar e sentir como ela (ele disse isso ano passado) e agora ela diz o contrário! Foi pior do que quando ela desmentiu a revista People dizendo que a revista ia acabar na privada, e sabemos muito bem que a revista estava falando a verdade.
    A Vanessa diz uma coisa hoje numa entrevista e outra amanhã. Como ela sente falta de Paris se ela vive lá a maior parte do ano? Os poucos dias, ou uma semana que ela passa em Los Angeles a cada mes ou dois meses são tanto tempo assim pra ter saudade de Paris e sofrer assim? Quem mandou arranjar filho com um americano (desculpe mas não gosto muito do Depp)? As crianças naturalmente se acostumaram a Los Angeles e ela sabe que não pode tirar isso deles.
    Acho que parar de ler as entrevistas dela! haha
    Mas concordo com ela sobre a música Station Quatre-Septembre. É a minha preferida do álbum todo, apesar de não ser alegre é linda e deliciosa de ouvir, a voz dela está maravilhosa nessa música (e nas outras claro).

    • Sim. É que ela não gosta de dar a opinião dela em nada, é bizarro, chega a ser chato, porque sabemos que ela é inteligente, tem bom gosto, mas nunca deixa isso claro, nunca forma uma opinião sobre nada. Quanto mais o tempo passa, mais ela se fecha :(

  2. Sério!!!
    A Vanessa é uma artista que não gosta de se expor e isso é loucura,porque ela sempre parece estar falando e código o que é realmente muito irritante(e nem é como o Steven Tyler que não diz nada com nada mas no final a gente entende).
    Eu pessoalmente sempre acho que o Johnny nas suas entrevistas mostra muito mais da alma da Vanessa do que ela própria.

      • Mesmo que fosse, isso foi no início da carreira dela! É um saco ela sempre falar em códigos (tanto nas entrevistas e nas letras das músicas) e depois sair desmentindo tudo.. igual quando os boatos começaram, ela ficou que nem louca desmentindo e quando acaba era tudo verdade. Hoje em dia quando vejo esses boatos tipo “Vanessa diz para Amber ficar longe de seus filhos” eu nem vou mais no automático de pensar que é bobagem, porque tudo que a mídia mostrou até hoje acabou sendo verdade. Se ela quer ser fechada não devia ser artista, e ainda falar na cara do jornalista que não gosta de ser entrevistada. Eu heim! Falta de educação.

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