Entrevista para a revista “Mujer Hoy”

Estamos na metade do ano e Vanessa já estampou mas de 30 capas ao redor do mundo.. e dessa vez é na Espanha. Ela é a capa desse sábado da revista Mujer Hoy. Confira a entrevista traduzida.

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Vanessa Paradis: “Não se pode colocar cadeados no amor”

Se separou do ator Johnny Depp, seu parceiro há mais de 14 anos, sem fazer ruído. Mas hoje lança um novo álbum com canções românticas cheias de mensagens codificadas. A artista francesa amadureceu e, aos 40 anos, não tem nada de Lolita.

Logo no início de uma tarde primaveril em Paris, Vanessa Paradis (40 anos), nos encontrou no Park Hyatt do Place Vendome. Naquele dia, a imprensa relatou que seu ex-parceiro, Johnny Depp, e a atriz Amber Heard haviam retomado seu relacionamento. Alguém gostaria de perguntar como ela se sente, mas, como o seu representante já deixou claro, Paradis não vai responder nenhuma pergunta sobre sua vida particular. O contrário teria sido um acontecimento, porque desde que os dois se separaram dois anos atrás, nem o ator americano e nem a atriz e cantora francesa revelaram nada sobre o término. Vanessa e Johnny estiveram juntos por 14 anos e têm dois filhos: Lily-Rose, de 14, e Jack, de 11 anos. Mas hoje falaremos de todas as facetas do amor, que também reflete em seu novo álbum, “Love Songs“.

Se pode explicar em 20 músicas sobre o amor?
Certamente, não pode ser explicado de forma alguma. Algumas coisas é melhor não explicá-las, você apenas tem que falar por si, você tem que senti-las.

No amor há preto e branco?
Nunca. Em um relacionamento, os dois interpretam as coisas do seu ponto de vista. Ninguém pode impor ao outro a sua idéia de amor. Então, goste ou não, o amor é liberdade e liberdade vale tudo. Não se pode colocar cadeados em um relacionamento.

Você pode ficar cheia do amor?
(Risos) Isso depende. Passamos nossas vidas mudando. Às vezes lutamos por amor, às vezes queremos nos livrar dele, às vezes somos felizes sozinhos, às vezes o contrário. Mas não pense que isso nunca é demais.

Você é uma pessoa diferente quando está apaixonada?

Sim, sem dúvida. Quando você ama e é amado, você tem uma sensação de… leveza. Tudo é mais fácil quando você se sente amado e protegido.

O que você aprendeu trabalhando em “Love Songs”?
Que as coisas podem mudar. Que o amor, por necessidade, não persiste no mesmo caminho. Por quê? Porque o mundo está mudando em torno de você, porque você mesmo muda, porque tudo muda. A vida é um fluxo constante, está em constante movimento. Mesmo quando você está velho, muito velho, você pode aprender algo novo sobre o amor. Definitivamente, nunca para de aprender, para melhor ou para pior. Quero dizer: graças à Deus que há essa capacidade de continuar a surpreender.

Vai trabalhar neste álbum foi como uma terapia para o coração partido?
Não tenho certeza. Naturalmente, todas essas histórias fazem você pensar sobre sua própria vida amorosa, sem dúvida. Eles conseguem torná-lo consciente de que o amor está sempre mudando e nunca é previsível. O amor é uma criatura respirando que se move. Se você soubesse de antemão como seria o desenrolar de sua vida, o que vai acontecer com você, você iria morrer pensando que nada escapou.

Você tem alguma conclusão a respeito?
Que o amor não é um conto de fadas.

Mas é capaz de acreditar em algo tão conto de fadas como o amor à primeira vista?
Sim! Claro. O que não quer dizer que sempre é assim. O amor é diferente para todos. O que é verdade para mim pode ser um absurdo a minha melhor amiga. Mas não tenho dívidas que eu vi o amor nascer de forma espontânea e instantaneamente. Então, sim, eu acredito nele.

Você acha que a luta faz parte do amor?
Sim e mil vezes sim. Goste ou não, não há amor sem conflito.

Assinou a canção “New Year” (Ano Novo), com sua filha Lily-Rose e seu ex-parceiro Johnny Depp. A compuseram na sala de estar?
Sim, mas há muito tempo. Johnny tinha escrito o refrão e, um dia, nossa filha, ainda muito jovem, colocou sua voz para a música. Guardei essas gravações que eu amava e, para este disco, eu decidi ampliá-las e dar um tema.

Suponho que essa música é muito especial.
Claro. Tem muito valor. Certamente, não é incomum para uma família fazer música juntos, mas hoje para mim essa música é como um tesouro. Esta gravação tem algo de permanente. Estará ali para sempre. Acho-a infinitamente bela e com muito, muito valor.

Sua filha tem atualmente a mesma idade que você quando gravou seu grande hit “Joe le Taxi”.
Sim, é um pouco estranho porque então eu não era nada além de uma menininha, e agora eu sou a mãe.

Com apenas 14 anos, talvez muito jovem?
Não, nunca vivi nenhuma experiência ruim, e eu não me arrependo de ter começado tão cedo. Hoje a situação é diferente e, portanto, eu cuido dela muito melhor do que eu cuidei de mim mesma.

Você tentaria convencer a filha a rejeitar agora, se lhe oferecessem um contrato com uma grande gravadora?
Não a dissuadiria, mas, é claro, eu estaria em cima de tudo. Meus pais ficaram muito preocupados comigo. Mas deixaram-me fazê-lo, porque, naturalmente, eu me sentia grande o suficiente para gravar um álbum e ter uma carreira de adulto. Quem aos 14 anos não acredita que é grande? Meus pais tinham medo que eu arruinasse minha adolescência e até mesmo a minha vida. Mas, vendo que eu queria muito, confiaram em mim.

Nunca sofreu os problemas típicos de uma criança prodígio?
A mim me apaixonava cantar, todo o resto (o sucesso, se tornar famoso) não me importava nada. Logo tive a oportunidade de trabalhar com grandes músicos e artistas, e nunca me exploram comercialmente. Era eu não era simplesmente uma menininha empurrada ao palco. Minha música sempre foi sincera e isso é precisamente o que deu sua legitimidade. E isso apesar do fato de que é estranho que de repente alguém de 14 anos tenha uma carreira própria de um adulto.

Como você explicaria hoje aquele sucesso tão cedo?
Contra todas as expectativas, foi um enorme sucesso. A canção foi baseada em uma rumba, um gênero que na época não era muito comercial. Quero dizer que não foi um tema projetado para se tornar um destaque de grande sucesso e, provavelmente por isso que acabou se destacando.

Você diria de si mesma que é uma pessoa aventureira?
Eu tenho meus medos e sei o que é o fracasso. Mas no final eu tento enfrentar os desafios, em vez de fugir deles. E eu sou muito curiosa. Eu amo a mudança e eu não tenho medo do inesperado.

Ter filmado “Fading Gigolo”, seu primeiro filme em Hollywood, foi um desafio?
Não é uma super-produção hollywoodiana. É um filme independente com uma pequena equipe e um diretor incrível, como é John Turturro, que por sua vez é um ator maravilhoso. Quando John me chamou, eu disse sim imediatamente. Filmar em Nova York e ter Woody Allen como co-estrela… Não há palavras! Foi uma experiência intensa e muito divertida.

Gostaria de continuar a sua carreira em Hollywood?
Eu nunca me importei quão alto fora do orçamento de um filme ou quantas pessoas iriam vê-lo para decidir fazê-lo. Eu sempre fui interessada e fascinada por histórias capaz de chegar perto do coração. Na verdade, em geral, prefiro trabalhar em filmes modestos do que em super-produções.

No ano passado celebrou os 40. Incomoda-lhe comemorar anos?
Apesar de ter me incomodado, não podia fazer nada para impedir a passagem dos anos, por isso o melhor que posso fazer é viver a minha vida sem mais. Não perco tempo com o que é inevitável.

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