Crítica do primeiro concerto pela Paris Match

Vanessa ontem fez seu primeiro concerto da turnê, e o site da revista Paris Match – que Vanessa foi capa semana passada, lembram? – fez a primeira crítica do espetáculo. Confiram abaixo:

Ontem à noite em Évry… Vanessa Paradis.

Oficialmente, ainda de trata de um concerto acalorado. Mas ontem à noite no no teatro de Agora em Évry, Vanessa Paradis lançou sua nova turnê, alguns meses depois do lançamento do aclamado «Love Songs».

Na sala, seus pais, sua irmã, seu cabeleireiro, o ator Denis Menochet e a atriz Léa Drucker (seus coadjuvantes em “Je me suis fait tout petit”) chegaram ao local às 20h45, alguns minutos antes do começo do concerto. Apareceu sua sombra através de cinco painéis em que são projetados vídeos, Vanessa ataca cantando «Les espaces et les sentiments».

Vestida toda de preto, os cabelos super loiros, ela toma o centro do palco com facilidade. Atrás dela, cinco músicos, incluindo – grande surpresa – Benjamin Biolay, atrás de seu piano. Mas o autor de «La Superbe» tem claramente suas mãos na tonalidade do concerto. O “som Biolay” é presente nos mínimos detalhes, das orquestras aos arranjos através dos climas sonoros. Muito espontânea, Vanessa falou sobre sua emoção de estar lá antes de se lançar em uma releitura de músicas de sua carreira, misturando inteligentemente faixas recentes e canções antigas. Nenhum de seus álbuns será esquecido para a grande felicidade de seus fãs.

Sensual e sexy, Vanessa tira sua jaqueta rapidamente para seu show de dança. Muito bem servida por seu grupo, a cantora pode se render totalmente à sua arte. Deixando seu piano, Biolay se ilustrou ao trombone e ao violão, oferecendo o luxo de ser apenas um músico. Muitas vezes a cantora procurará seu alter-ego no olhar. Em vão. Ele aqui, concentrado, deixa a fumaça de seu cigarro ilustrar seu propósito, com classe. Biolay claramente optou de não se expor, apenas para interpretar o seu dueto «Les roses roses» sem se mostrar claramente, mas o casal cênico funciona perfeitamente.

Vanessa nunca pareceu tão feliz no palco, voando seu show com uma maestria rara, uma graça natural e um real prazer de estar lá. Nada parece impedir a equipe de conquistar os palcos da França. De um «Tandem» bem rock à um «Joe le taxi» blues, passando por um hipnótico e comovente «Marilyn & John», Vanessa não parece jamais atolada em seu passado. Ao contrário, as músicas mais aplaudidas são as mais recentes («Love songs» ou «Divine Idylle»), ou as menos populares («Commando»). Sem citar, Vanessa faz uma homenagem dedicada à Georges Moustaki cantando «Les eaux de mars» (“Águas de Março”, de Tom Jobim!)

Mas é sobretudo no fim do percurso que nós vamos no sentir bastante emocionados, quando ela interpreta divinamente a canção «La chanson des vieux cons», escrito por Biolay em seu último álbum. Com nó na garganta, Vanessa vai aplaudir seu cúmplice. Ele não se moverá de sua linha de conduta: não estar sob a luz. É elegante, um pouco frustante, a única desvantagem de um concerto magnífico. Ontem à noite em Évry, a fantástica se escreveu definitivamente ao feminino.

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