Vídeo: Entrevista para o Grand Public

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Foi ao ar uma nova entrevista na tv francesa hoje à tarde. Vanessa divulga Amante a Domicílio (Fading Gigolo), diz que não seria jurada do The Voice francês, após boatos de que entraria para o time, fala sobre Biolay, a polêmica envolvendo Woody Allen  e  diz que aceitaria um filme ao lado de Johnny Depp. Confira a entrevista traduzida:

(O vídeo foi removido do youtube, atualizaremos quando obtermos um novo link)

A cena de amor mais bela pra você…
Há cenas sublimes em As Pontes de Madison.

Uma música que lembra sua infância…
Pedro e o Lobo.

Você costumava ouvir sempre?
Sim. Minha avó tinha o vinil, então sim, eu sempre escutava.

Sua maior alegria no trabalho.
Cantar no palco, no concerto.

E sua maior decepção?
Decepção? Não. De fato, as coisas não são sempre fáceis, mas é por isso que apreciamos melhor os momentos bons, houve dificuldades, mas não uma decepção.

Depois, Vanessa fala um pouco de Amante a Domicílio, e pelo fato de John Turturro ser muito elegante, a prostituição retratada no filme acaba quase sendo não sendo vulgar e sim, elegante. O longa é poético. Ela ainda fala do tempo que passou se preparando para o papel com a jovem judia que queria escapar da comunidade judaíca, a qual contou sua história, sua infância, as regras… Vanessa adorou o papel que propuseram à ela, pois aprendeu muito.

A repórter pergunta sobre a polêmica envolvendo Woody Allen e sua filha adotiva, e disse que não está ali para julgar ninguém e que não falaria sobre uma coisa da qual ela não conhece.

Como foi sua primeira experiência americana?
Foi ideal, porque era uma equipe menor, muito unida e envolvida, cosmopolita, porque Nova York é uma cidade assim, com pessoas que amam seu trabalho. Eu tive a mesma sensação de quando trabalho com uma equipe francesa de 30, 40 pessoas que é considerada pequena, e é sempre o tipo de filme que eu prefiro, porque as pessoas ficam verdadeiramente juntas e há uma sensação de união e cumplicidade, conhecer uns aos outros, e eu acho que no geral, porque podemos sentir isso no próprio filme.

Procura mais uma experiência nos EUA?
Eu não corro atrás de uma carreira americana, se essa é a questão. Mas eu tenho vontade em fazer filmes que me façam vibrar, e não importa de onde venham.

Você já passou por momentos de dúvida e crises na tua carreira de cinema?
Eu passo da música para o cinema sem parar, então quando não faço cinema, eu faço música, sempre acontece alguma coisa. Sim, há momentos que temos vontade que apareça um roteiro que mexe com a gente, isso acontece, mas eu tenho a sorte de ter uma outra ocupação que me preenche muito e que não me falta.

Você falou da canção, que é sua primeira ocupação, que você conheceu aos 15 anos. Isso te blindou para o resto da tua carreira ou te fragilizou?
Mais blindou do que fragilizou. Eu aprendi coisas no trabalho, como dizem. Podem ter ocorrido situações que me assustaram, mas que me ensinaram muito.

Você foi eleita Cantora do Ano no último Victoires de la Musique. Foi a única mulher que ganhou a mesma recompensa 3 vezes, se igualando a Alain Bashung na indicação masculina. Você compartilhou teu prêmio com Benjamin Biolay, que produziu teu disco duplo, Love Songs. Então, sempre assimilam ele a Gainsbourg e você teve a sorte de trabalhar com os dois. Como definiria?
É um grande músico, eu não faço ideia de quantos instrumentos ele sabe tocar, tem uma formação clássica e ao mesmo tempo, aprendeu a tocar violão e piano sozinho, então, o rock’n’roll e a música pop estão nele, que aprendeu naturalmente. É alguém que a nível de escrita é talentoso nas melodias e emoções, e isso é raro. Tudo é possível trabalhando com ele.

Você encontrou nele esse lado Gainsbourg que tanto se fala?
Eles têm semelhanças na inteligência, no humor, mesmo que não seja o mesmo senso de humor, mas eu acho que falam sem parar disso porque há poucos que impressionaram como Serge.

Você é uma das raras artistas que pode viver em liberdade no cinema e na música. Há um preço exato pra essa liberdade?
Não para a liberdade, mas sim para o progresso. Se eu fizesse mais filmes, eu aprenderia mais e seria uma atriz melhor, mas como se passa muito tempo entre um e outro, talvez eu tenha dificuldade em ter progresso.

Você acha que não consegue melhorar?
Não, eu disse talvez.

Quando você olha o que caminho que percorreu até aqui, o começo com Joe Le Taxi, quais palavras vêm?
Uau!! Eu sempre achei isso incrível, eu aproveito de cada instante, de cada encontro e aventura que tive com artistas de todo gênero, de culturas diferentes, viagens, é extraordinário!

Se te propusessem ser jurada de uma competição musical, você diria sim ou não?
Não.

Você vota nas eleições municipais?
Não.

Se te oferecessem um roteiro com Johnny Depp no elenco, você aceitaria?
Essa questão é confusa, mas sim, se fosse um bom filme, com certeza.

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