Revista Manchete (Maio de 1990)

Aos 17 anos, Vanessa Paradis é uma prova de que os franceses continuam fazendo ninfetas como poucos, apesar da concorrência. Foi ela quem inspirou o grande sucesso musical da apresentadora da Rede Manchete Angélica – Vou de Táxi – gravando em Paris a versão original – Joe Le Taxi – que ficou em primeiro lugar durante 11 semanas na parada francesa, tendo chegado, também, ao segundo lugar na seleta parada musical da Inglaterra.

Mas em se tratando de Vanessa, o melhor mesmo é ir de Boieng (ou de Concorde), porque a moça é um tremendo avião. Seu jeito meio sério – um tanto goddardiano – mescla com suavidade e estilo existencialista dos antigos cafés de Saint Germain des Prés, com o despojamento da jeunesse dorée parisiene e mundial. Sim, porque Vanessa não tem mais fronteiras: atrevida como uma Juma do Primeiro Mundo, ela avança com desembaraço para consolidar sua posição no mercado europeu como uma cantora para ser levada a sério – dando vazão ao seu lado vamp, no caso de amor que está vivendo com o ator e cantor Florent Pagny, que está mexendo com a cabeça dos franceses.

Agora, ela caiu nas graças do irrequieto Serge Gainsbourg, que fascinado compôs várias músicas para o novo disco de Vanessa com o qual ela pretendo conquistar o paraíso do mercado italiano – e depois, a América.

“Eu estou na idade em que tudo é ambíguo”, ela diz. “Neste momento, tudo me é permitido.” Com essa determinação, beleza e talento é possível acreditar que Vanessa brilhe por muitos anos na constelação das superestrelas.

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