Vanessa é a capa da Paris Match dessa semana

A revista fala de Lily e Biolay, que como eu já falei, está promovendo seu novo álbum e está saindo algumas declarações dele sobre a Vanessa na mídia. Não traduzi todas as partes porque não traz nada de novo ou interessante. No final, diz que no início de maio Vanessa irá a Cuba com a Chanel. De fato a Chanel tem desde o ano passado um desfile da coleção Cruise marcado para 3 de maio em Havana. Agora se Vanessa vai mesmo será uma surpresa, como sempre.

É a segunda canção de seu novo álbum, chamada “Miss Miss”, e sua melodia brincalhona esconde uma certa amargura. Benjamin Biolay sussurra em sua voz grave: “Eu te amo e eu temo te amar (…), eu não posso, não, viver sem você (…), e eu pareço tão triste, eu não sei mais como fazer, eu bebo as 8.6, eu não sou nada orgulhoso…”. Inspirado nas sonoridades argentinas, o álbum contém os temas recorrentes do cantor – o cansaço amoroso, a solidão, a difamação de si -, mas nós podemos adivinhar algumas à pessoa antigamente amada, Vanessa Paradis.

Quando Biolay canta essa frase: “Você diz que eu não sou muito inteligente e muito chique para uma garota como você” nós imaginamos logo o diálogo entre os dois antigos amantes, cúmplices do maravilhoso álbum de Paradis lançado em 2013, Love Songs. O músico a acompanhou durante a sua turnê, tocando piano no palco, à sua sombra. Em abril de 2015, eles ainda estavam juntos em Los Angeles. Eles formavam uma família clássica, com caminhadas com o bulldog pelas ruas e as crianças de cada, Lily-Rose e Jack por Vanessa, Anna por Benjamin. Um mês mais tarde, eles se separaram. Depois, o Gainsbourg de Villefranche-sur-Saône reclinou seus males em papel antes de gravá-los em seu novo álbum.

O que há de bom com ele, é o que ele fala em essa entrevista. Não há mais o género monossilábico conhecido ou o conceito de poético desagradável. “Há coisas que me preocupam e outras menos. Por exemplo, a monogamia, não é que eu não acredite, mas eu não me importo. Se uma mulher com quem eu estou me troca por alguém que é o inverso de mim, eu não posso não entender. Eu já troquei e já fui trocado. Com os homens, eu não conheço nenhum que a monogamia tenha funcionado.” Ele explica, ele que disse ter tido 2015 como “um ano de grande merda no plano pessoal”.

E Vanessa? Ela não precisou procurar uma urgência criativa após o fim daquele longo romance. Quando a suas palavras, raras, ela é acolhedora, imaginada ao ponto de poder ilustrar uma bandeja agrícola ou uma doceria: “Eu também aprecio o coração partido, as férias do amor. Isso foi suportável para mim porque eu fui servida intensamente. Eu tive a chance de ser completada na amizade. Eu sei que nunca estarei sozinha. O amor será a cereja do bolo.”

Na espera da sobremesa, Vanessa se ocupa de seu prato de resistência, seus filhos. Eles eles, ela se divide entre a Califórnia, onde eles residem, e Paris. Se Jack, 14 anos, é, segundo sua mãe, um desenhador excelente, ainda não atingiu a idade limite para ter uma eventual paixão e deixar a escola. Ao contrário de Lily Rose, com 17 anos. Essa mini Vanessa é “vítima” da mesma síndrome que sua mamãe teve na adolescência. Ela quer ter uma vida de adulta. Pouco importa as origens. Vanessa cresceu em Villiers-sur-Marne, bem longe do universo artístico: Lily-Rose, filha de Johnny Depp, tem experimentado as mais belas paisagens: das Bahamas à Côte d’Azur, em iate… ainda, as aspirações delas são as mesmas. A pequena confidenciou que assistir os bastidores dos concertos e filmagens de seus pais a deu o desejo de estar nesse mundo do espetáculo. A única diferença é que ela quer atuar, como seu pai, e não cantar, como sua mãe. O que eles poderiam fazer? Resistir? A contrariar para terminar seus estudos? Que piada! “Meus pais não estavam em condições de me dizer isso”

Os filmes em que ela aparece não, por ora, fabricados de Hollywood, mas de produções modestas, destinadas a um público dotado de um certo cérebro. Vanessa não quis uma carreira nos Estados Unidos, para Lily-Rose tudo é possível. Durante a filmagem de Planetarium, Natalie Portman descreveu Lily-Rose: “Polida, gentil, não é esnobe. Sua mãe veio duas vezes lhe render uma visita e almoçar com ela, ela foi discreta, protetora.”

Vanessa viajará para Cuba, no início de maio, para a apresentação da coleção Croisière da Chanel. Talvez sua filha a acompanhará no país de Fidel com seu namorado, um garoto tatuado de 24 anos, já pai de família, modelo inglês com o nome de Ash. Vanessa tem muitos filmes em preparação, e em 2017 festejará 30 anos de Joe le taxi. Ela poderá modernizar, rebatizar de “Joe le uber” para falar a mesma língua de Lily. Esse ano, no César, em uma paródia com Florence Foresti para a nova série do Canal+ “Bloqués” ela estava mais engraçada do que nunca. Vanessa será membro do júri do próximo Festival de Cannes, e não está perto de deixar o seu lugar.

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