Festival de Cannes: Photocall e conferência de imprensa de ‘Un couteau dans le coeur’

cannes dia 18

Depois de uma noite de sucesso com o público presente na exibição de Un couteau dans le coeur, é a hora de enfrentar a imprensa. Vanessa Paradis, Yann Gonzalez, Nicolas Maury e Kate Moran estiveram hoje pela manhã no photocall, conferência de imprensa e entrevista oficial para o festival. Há vídeos em inglês e francês abaixo, além de fotos.

Tradução das perguntas feitas à Vanessa na conferência de imprensa:

Acho que é a primeira vez que você vem defender um filme em Cannes. Como você se sente?
Isso me enche de alegria. Há dois anos atrás eu era membro do júri e eu quis muito vir e defender um filme. Eu fiquei muito orgulhosa de atravessar o tapete vermelho, já tinha visto pessoas fazendo isso e é um momento muito especial. Então aqui estou eu, muito agradecida de fato.

Você ficou surpresa que Yann Gonzalez lhe ofereceu esse papel? É uma mulher muito forte, violenta e alcoólotra.
Sim, eu percebi o quão sortuda eu era, por ele ter pensado em mim e me oferecido esse papel. É um papel dos sonhos. Quando você é uma atriz, você quer interpretar personagens que sejam intensas, ricas. Foi um presente maravilhoso.

Então você rapidamente aceitou?
Sim, na hora! Eu disse “Uau, fabuloso!”. E eu não faço muitos filmes, eu faço mais música, então fiquei bastante surpresa que Yann pensou em mim naquela época. Foi há três ou quatro anos atrás, eu acho, quando começamos a falar sobre o filme juntos. As pessoas não estavam pensando muito em mim sobre filmes, então eu fiquei emocionada. Achei que ele foi muito corajoso.

Como ele apresentou o papel para você? Quais palavras ele usou?
Ele me enviou o roteiro e então nos encontramos. Ele queria me oferecer o papel e eu já queria trabalhar com ele. E tinha a Kate e o Nicolas, e desde a primeira vez que nos encontramos nós percebemos que queríamos trabalhar juntos. Nós trabalhamos, mas foi divertido ao mesmo tempo.

É um papel violento, isso faz as filmagens serem desagradáveis?
Nem um pouco, ao contrário. O filme é tão criativo em aspectos técnicos e de atuação, cada membro da equipe foi responsável, criativamente falando. É fascinante quando você pede a cada um para criar algo, você cria o tempo todo. Nós trabalhamos de uma maneira muito feliz, estávamos bem concentrados no nosso trabalho mas nós nos divertimos muito também.

Vanessa, como você trabalhou no lado do fetiche do seu personagem? Por exemplo, o cabelo, a maquiagem, e as botas vermelhas, por exemplo, o jeito que você se veste…
Yann foi muito preciso nesse aspecto, nós experimentamos muitas coisas. Era 1979 e eu me diverti muito com a aparência dos personagens. Essas botas vermelhas, as cores vibrantes da capa de chuva e o cabelo criou um personagem marcante. Nós trabalhamos com uma boa equipe, procuramos coisas, assistimos a Blondie. Assim que encontramos a Blondie ficamos bem felizes.

Yann, você disse que a Vanessa não tem máscaras e te lembra atrizes de filmes mudos.
A Vanessa foi feita para atuar, quando você vê seu rosto na tela isso te passa várias emoções, muito ricas. Tem algo em seu olhar que pega a sua atenção, pula da tela e te pega pelo coração. Vanessa é como um ícone, tão animada e viva, e tudo de dentro dela sai de uma forma profunda. Você consegue ver tudo isso em seu rosto, ela é maravilhosa. Ela é um grande presente e eu a agradeço por ter aceitado participar do filme.

Você quer passar menos tempo na música e mais fazendo filmes no futuro, graças à esse filme? Eu não sei qual são as suas prioridades, mas elas mudaram?

Bem, eu faço música quando eu quero, já para estar num filme eu preciso esperar alguém me ligar e me oferecer algo. Quanto mais eu atuo, mais eu amo. Eu acho que atuar é algo mais libertador, você se julga menos. É talvez mais fácil me jogar nos braços do meu diretor, o set vira um espaço de confiança. Então depende do que me é oferecido.

Eu gostaria de saber se você teve muitas propostas desde que começou sua carreira, se você se arrepende não ter aceitado o papel em O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, ou outros filmes? Demi Moore aparentemente conseguiu o papel que você queria fazer há muitos anos atrás. Então, você se arrepende não ter conseguido o papel em algum desses filmes?
Não, não de verdade. Talvez um pouquinho por apenas uma semana, e depois passou. Se eu não estava no filme, e daí? Não há arrependimentos, e se eu não estivesse no filme eu estava fazendo outras coisas interessantes. Então não importou tanto assim.

 

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