Novas fotos por Tiago Banderaa

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Tradução: Vogue França (23/02/2018)

Vanessa Paradis: “Eu me sinto liberta”

 

Seu nome que nós juraríamos que foi inventado, seu sorriso marcante e uma fotogenia incrível, Vanessa Paradis não para de encantar. De surpreender também. Como no novo filme de Samuel Benchetrit, Chien, incrível fábula cruel, ela atravessa com confiança. Ela parece tão leve que quase esquecemos que ela passou, durante trinta anos, a filmografia de alguns monstros do gênero, Jean Claude Brisseau, Jean Becker, Patrice Leconte, Jean-Marc Vallée, John Turturro, a quem mediu contra o poder de Derpardieu, Delon, Belmondo. É de Los Angeles que promove seu último filme. Quando o telefone toca, sua voz de cigarro, distante, mas segura, desencadeia uma avalanche de memórias, a sua própria, que também é nossa. Estranha mistura de familiaridade e distância, simpatia alegre e domínio perfeito do exercício de entrevista. Nothing personal. Ela sabe muito sobre este trabalho, suas curiosidades pouco saudáveis, suas ondas de mania e os momentos de esquecimento, de esperar, jogar o jogo das confidências. Ela escolheu há muito tempo o seu campo, o prazer de brincar, curtir a vida com a guarda, o campo das canções que fazem o bem, a melancolia do tempo que passa.

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